domingo, 8 de junho de 2014

O fantasma da ópera

Le Fantôme de l'Opéra (O fantasma da ópera em português) é um romance francês escrito por Gaston Leroux. Na obra original de Leroux, a ação desenvolve-se no século XIX, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício, construído entre 1857 e 1874, sobre um enorme lençol de água subterrâneo. A história se baseia entre a música e o amor. Christine enfrenta uma luta interna entre o seu amor por Raoul e a sua fascinação pelo gênio da personagem do Fantasma, formando um triângulo amoroso assustador e envolvente, onde se encontra um terrível medo e um inigualável amor entre uma cantora lírica, um nobre apaixonado e um "fantasma" obcecado.
 
Minhas músicas preferidas:
 
All I Ask of You
 
 
 
 
 
Think of Me
 
 
 
 
Um brinde em português - Emílio Santiago Tudo Que Se Quer
 
 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Restaurante Leite

Almoço cheio de charme e cultura. Fui com amigos experimentar O Restaurante Leite (Recife/PE). Resolvi não perder a oportunidade de mistura história com sabor!  Foi um almoço celebrado com boa companhia e boa comida. Uma viagem no tempo e nas tradições.

Fundado em 1882, viu a abolição da escravatura, a Proclamação da República, a revolução de 1930, o golpe de 1964 ... Até 1958, mulher desacompanhada não entrava e, até meados da década de 70, homens eram obrigados a usa paletó para frequentar a casa.

Por sua relevância na história de Pernambuco e do Brasil, o Leite ganhou um capítulo no livro A Saga do Açúcar, da antropóloga Fátima Quintas. Ela destaca que o restaurante nasceu em um momento revolucionário - fim do Império e da Monarquia, abolição da escravatura, início da República.
"Sua história é importante porque nela se conjugam dois fenômenos aparentemente opostos: os fortes ecos de uma mutação política e o respeito à tradição cultural em uma época em que não foi fácil sustentar os paradigmas do passado", diz a escritora.
O Restaurante tem mais de 130 anos e sempre foi frequentando por políticos e intelectuais, como Assis Chateubriand, Gilberto Freyre, Simone de Beauvoir, João Goulart, Miguel Arraes e Mário de Andrade, o poeta. Hoje ainda grande a muitos, principalmente idosos saudosistas. 

Requinte no servir!!! Música ao vivo, tocada em piano de cauda, garçons bem vestidos, bandejas e talheres de prata, louça com monogramas, guardanapos de puro algodão, palitos de dentes feitos à mão encomendados em Portugal. Agradavelmente bem decorado, com sua cadeiras antigas, seus diferentes lustres e suas peças de época.

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Nossas escolhas seguiram os indicativos de melhores pratos da casa. Inciamos com um delicioso couvert oferecido pelo restaurante acompanhado de uma aprazível caipiroska de laranja lima. Então escolhemos os dois pratos mais famosos - Amantes do Mar e Bacalhau à Amadeu Dias, nome do dono do Leite desde 1955. Como sobremesa a famosa e popular Cartola. Tudo gostoso e  bem servido.

Consegui as receitas dos pratos que lá comemos no site http://prazeresdamesa.uol.com.br/exibirMateria/5624/restaurante-centenario.



Bacalhau à Amadeu Dias
1 porção

250 g de lombo de bacalhau dessalgado
2 cebolas médias
2 batatas-inglesas médias cozidas al dente
1/2 pimentão vermelho, sem pele, cortado em 3 ou 4 tiras
5 azeitonas pretas
3 dentes de alho
Sal e azeite de oliva português a gosto
1Pincele todos os ingredientes com azeite, alho espremido e sal. 2 Coloque o bacalhau em uma grelha quente e vire-o várias vezes até dourar os dois lados uniformemente. Esse procedimento dura aproximadamente 8 minutos. 3 Na metade desse tempo, acrescente também o pimentão, as cebolas e as batatas – essas por último. 4 Em uma travessa, disponha os ingredientes que acabaram de ser grelhados, ainda quentes, as azeitonas e regue com bastante azeite.


Amantes do mar
1 porção

Grelhados
250 g de filé de sirigado
2 camarões graúdos
2 lagostins
3 colheres de azeite de oliva português
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Arroz de polvo
100 g de tentáculos de polvo cozidos em água e sal
1/2 cebola picada
1 tomate grande maduro picado sem pele e sem semente
5 colheres de azeite de oliva português
1 dente de alho picado
250 ml de caldo de peixe 
1/2 xícara (chá) de vinho branco seco
Sal, salsinha e pimenta-do-reino a gosto  

Grelhados
1 Tempere o peixe, os camarões e os lagostins com sal, pimenta-do-reino e azeite. 2 Grelhe em frigideira quente e reserve.
 
Arroz de polvo 
1 Em um tacho largo, leve ao fogo a cebola, o alho e o azeite. 2 Refogue os ingredientes por cerca de 2 minutos. 3 Acrescente o tomate já misturado ao vinho branco, deixe ferver por mais 5 minutos e tempere com o sal e a pimenta. 4 Em seguida, adicione o caldo de peixe e aguarde levantar fervura. 5 Junte, então, o polvo cortado em pedaços e cozinhe só mais 5 minutos, finalizando com salsa fresca picada. 6 Caso seja necessário, coloque mais caldo de peixe, pois o arroz tem que ficar com consistência mais úmida. 7 Sirva os grelhados por cima do arroz de polvo. 






Cartola
1 porção

1 banana-prata cortada ao meio
1 fatia grossa de queijo tipo manteiga (do sertão)
1 colher de sobremesa de manteiga
10 g de açúcar refinado
5 g de canela em pó portuguesa
1 canela em pau

1 Passe em uma chapa, separadamente, as duas partes da banana e a fatia de queijo, na manteiga, até dourar. 2 Em seguida, coloque a banana em um prato e cubra imediatamente com o queijo ainda quente. 3 Polvilhe com a canela misturada ao açúcar, disponha o pauzinho de canela por cima e sirva imediatamente. 



Julie & Julia - Filme



Achei por acaso na tv a cabo.  O filme contrasta a vida da chefe Julia Child,  com a vida da jovem nova-iorquina Julia Powell, que aspira a cozinhar todas as 524 receitas do livro de receitas de Child em 365 dias, um desafio que ela descreveu em seu blog popular que fará dela uma escritora.
O filme é água com açúcar, bem levinho, mas é gostoso acompanhar os experimentos na pequena cozinha de Julia. O prato mais interessante para mim foi a Carne à bourguignonne, que achei a receita e pretendo experimentar.

carne


Ingredientes
. 2 kg de músculo cortado em cubos
. 2 colheres (sopa) de azeite
. 150 g de bacon picado
. 4 dentes de alho picados
. 1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
. 2 xícaras (chá) de vinho tinto
. 3 folhas de louro
. 2 ramos de salsinha
. 1 ramo de tomilho
. 1 xícara (chá) de molho de tomate
. 4 cenouras cortadas em cubinhos
. 1/2 kg de cebolinhas brancas pequenas
. 2 xícaras (chá) de cogumelos cortados
. Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo
Aqueça o azeite na panela de pressão e doure o bacon. Junte o alho e refogue. Passe os cubos de carne na farinha e coloque-os na panela. Deixe dourar de todos os lados. Adicione o vinho, o sal e a pimenta, e mexa. Amarre com um barbante o louro, a salsinha e o tomilho. Ponha na panela, tampe e cozinhe por 25 minutos. Desligue o fogo e espere acabar a pressão. Abra a panela e junte o molho de tomate e a cenoura. Se necessário, adicione um pouco de água quente. Devolva a panela ao fogo e cozinhe por mais 15 minutos. Retire do fogo novamente e, quando acabar a pressão, abra a panela. Acrescente os cogumelos e as cebolinhas e cozinhe por mais dez minutos, com a panela destampada. Retire as ervas amarradas e sirva quente com arroz e batatas.

http://mdemulher.abril.com.br/culinaria/receitas/carne-bourguignonne-506797.shtml

Bon appetit!!!

Cheesecake Romeu e Julieta

Uma delícia !!!! Receita fácil de fazer e de ótimo resultado. Já fiz algumas vezes e sempre agrada.





Ingredientes:
  • 1 pacote de biscoito de maizena
  • 200 gr. de margarina amolecida
  • 2 potes de cream cheese
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 3 ovos
  • 5 gotas de baunilha
  • 1/2 limão 
  • 500 gr. de goiabada derretida 

Modo de Fazer
Massa: Triture os biscoitos e misture com a margarina amolecida. Forre uma assadeira de fundo removível (somente o fundo) e leve para assar em forno médio por 10 minutos enquanto faz o recheio

Recheio:  Bata o cream cheese com os ovos no liquidificador, até ficar um creme homogêneo. Coloque os outros ingredientes e continue batendo por 10 minutos.Coloque sobre a massa, e leve ao forno médio por 40min. Retire do forno, espere esfriar. Quando enquanto esfriar faça a calda.


Calda: Corte a goiabada em pedaços e leve ao fogo com um copo de água. Espere derreter toda a goiabada e cubra o cheesecake com a calda .Espere esfriar e coloque na geladeira por 3 horas. Sirva gelado.

Sempre faço com cream cheese light, creme de leite light e pode usar também géléias diet!!! Não sei se fica menos calórico, mas parece mais levinho.

Peguei no seguinte endereço:  http://bom-de-cozinhar.blogspot.com.br/2012/02/cheesecake-de-goiabada.html.


domingo, 23 de março de 2014

Torta bruschetta

Dica legal!!! Lanche da tarde ou jantar levinho. Acho que pode trocar os recheios, como por tomate , queijo e manjericão.

http://www.panelaterapia.com/2014/03/torta-bruschetta.html

Torta Bruschetta

Pense numa torta fácil e gostosa! É com pão francês (de sal) gente! Dá para fazer com pão mais velhinho ou pão do dia mesmo. A receita aqui é para uma refratário pequeno (17,5cm x 30cm), que serve 4 pessoas.
Ingredientes:
2 pães salgados (francês, pão de sal, etc) cortados em fatias não muito finas;
1 gomo de calabresa defumada picado em cubinhos;
1/2 cebola pequena picada em cubos;
1/2 lata de tomate pelado picado (ou 1 xícara de molho de tomate que você pode acrescentar 1 tomate picado em cubos);
1 colher (café) de orégano;
100g de queijo muçarela (é com "ç" mesmo, antes bancar o Prof. Pasquale vai pesquisar!);
1 ovo;
4 colheres (sopa) de leite;
Sal, pimenta do reino e azeite à gosto.

Misture a calabresa (crua) com a cebola. Tempere com um fio de azeite, sal, pimenta e orégano. Reserve.
Unte um refratário com azeite e forre com as fatias de pão. Espalhe por cima o tomate pelado picado (ou o molho) em seguida junte a mistura de calabresa e cebola que estava reservada.
Bata o ovo como se fosse fazer uma omelete. Junte o leite, uma pitada de sal e misture bem. Espalhe essa mistura por cima de tudo. Ela vai descer e penetrar no pão.
Cubra com as fatias de queijo, coloque um pouquinho de orégano por cima e leve ao forno preaquecido em 200º por mais ou menos 15 a 20 minutos. Fique de olho, se começar a dourar você desliga.

O líquido faz o pão inchar e virar uma massa uniforme, fofa e úmida, nem parece que é pão. Delícia povo!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Igrejas no meu caminho

Sempre tive interesse por igrejas, não só como católica que sou, mas também pela beleza das construções e o papel histórico na formação dos povoamentos no Brasil. Dai surgiu uma mania de sempre fotografar igrejas por mim visitadas. Algumas pessoas fazem pedidos. Eu tiro fotos. De algumas, quando tive a sorte de encontrá-las abertas, vou colocar as fotografias das partes internas, dos altares e dos santos. De outras apenas fotos da fachada. Sempre procurarei dizer o nome da igreja, sua localização e a data aproximada da fotografia.

Resolvi também trazer um pequeno resumo de minhas pesquisas sobre a história e arquitetura religiosa no Brasil. O texto a seguir pretende apenas ajudar na apreciação das fotografias a aqui postadas.

 A ARQUITETURA RELIGIOSA

A arquitetura do período colonial, que marca os primeiros momentos da ocupação européia no território brasileiro, tem como uma de suas mais importantes características a simplicidade.  As condições de vida nos povoamentos nos dois primeiros séculos, e a carência de meios materiais e recursos humanos, não nos permitiram grandes estruturas arquitetônicas aos “moldes europeus”.

A importância do papel que as ordens religiosas - jesuítas, beneditinos, carmelitas, franciscanos – desempenharam na ocupação das terras brasileiras, pode ser percebida na herança física deixada por suas obras arquitetônicas que pontuam e se destacam na paisagem, em especial, na escolha do local onde construíam seus templos, sempre implantados em pontos estratégicos, nos topos das colinas, em situação de dominância do território.

A igreja-matriz, geralmente situada em posição privilegiada nas primeiras vilas (conjunto de freguesias, mais sede urbana) e depois nas cidades, exercia um duplo papel, sediando os ofícios religiosos, e guardando os principais registros da vida civil da freguesia – certidões de nascimento, casamento, óbito; tendo também uma função de vigilância do território.

Em decorrência dessas múltiplas funções, observa-se que, nos três primeiros séculos do Brasil Colônia, as construções religiosas, no âmbito urbano e rural, evidenciavam-se na paisagem intencionalmente, como um imponente e explícito discurso de sua autoridade.

A organização territorial assim produzida, formada pela igreja-matriz e as capelas subordinadas, serviu perfeitamente às conveniências do poder civil que, com freqüência, dela se apropriou para a administração dos primeiros povoamentos.

Em torno da igreja-matriz, também era comum a realização de feiras, quermesses, festas diversas, polarizando a vida social. Na proximidade desses prédios, instalaram-se os primeiros pequenos comércios, ranchos, moradias, formando arraiais.

Esse papel da Igreja na produção do espaço arquitetônico e urbanístico do Brasil-colônia foi apenas um aspecto da influência que ela teve na formação da nacionalidade brasileira. A Igreja esteve à frente da educação, da cultura, da catequese e da assistência social – agente fundamental do método católico de colonizar.

Os primeiros templos religiosos construídos no Brasil seguiam o estilo tardo-renascentista ou maneirista português (séculos XVI-XVII). Esta estética caracteriza-se pelas fachadas compostas por figuras geométricas básicas, frontões triangulares, janelas próximas ao quadrado e paredes marcadas pelo contraste entre a pedra e as superfícies brancas, de caráter bidimensional. A decoração é escassa e circunscrita em geral aos portais, ainda que os interiores são ricos em altares, pinturas e azulejos.
Assim, as primeiras igrejas brasileiras tiveram nave e capela-mor de planta retangular, com uma ou três naves, janelas simples e uma fachada retangular ou quadrada encimada por um frontãotriangular, podendo ter uma ou duas torres laterais. Ao longo do século XVII aparecem frontões adornados com volutas de caráter maneirista.
Ao longo do século XVIII, a esmagadora maioria dos edifícios religiosos no Brasil continuaram utilizando as rígidas plantas ligadas ao estilo maneirista chão, com naves e capelas de forma retangular ou quadrada, sem nenhum tipo de movimentação como plantas curvas ou poligonais. Em todo o Brasil colônia, não chegam a vinte o número de igrejas com plantas barrocas que se afastam do esquema chão tradicional. Estas igrejas se localizam em umas poucas localidades: Recife e Salvador, com um exemplar cada uma, e Rio de Janeiro e algumas vilas em Minas Gerais, com os restantes.
Nas demais igrejas do século XVIII, o estilo barroco ficou restrito aos motivos decorativos de fachadas e interiores, com muitos exemplares por todo o Brasil.

Não deixem de ler os textos completos nos seguintes endereços:

domingo, 12 de janeiro de 2014

Doces dos Conventos de Portugual

Adoro associar comida com história. Acho que o sabor da comida é maior quando vem recheado de tradição. Depois de muita procura consegui adquirir este livro:



Aqui vai um pouco da pesquisa que fiz sobre o livro:

O Historiador e Antropólogo Alfredo Saramago é um dos mais importantes nomes mundiais quando o assunto é a história da alimentação.Autor de diversos livros, a maioria dedicada à cozinha e história do Alentejo.

Segundo o autor, em Portugal, temos uma riqueza doceira muito grande. Há uma doceria popular e uma de convento. A doceria popular é mais pobre, contando com menos açúcar e menos ovos, mas com grande influência árabe, onde o mel e o azeite funcionam muito. A doceria de convento é uma coisa completamente diferente. Os conventos que existiam em Portugal eram ricos. E por que ricos? Porque eram as segundas filhas dos casamentos que iam para os conventos. Normalmente, as famílias só davam dote para uma filha, a segunda tinha um dote menor e preferia ir para um convento e não casar, porque tinha uma vida mais divertida no convento. Um exemplo disso, em Évora, é o Convento da Conceição. Foi o convento mais rico de Portugal. A população do convento era riquíssima, pois as moças entravam com um dote grande.

Achei legal a seguinte colocação: "A questão é que a vida desestruturou-se completamente. O encargo diário de fazer comida é muito forte e tira o prazer. Agora, tanto o homem quanto a mulher, voltaram a gostar de cozinhar nos fins de semana, nos dias de folga, nas festas com amigos. Durante a semana, ninguém mais vai almoçar em casa, tem que comer em qualquer lugar, rápido. As pessoas não têm tempo de ficar sentadas duas horas à mesa. E no jantar chegam cansados, os filhos chegam, um as sete e outro às nove, o outro come à hora que quer. É um processo natural e não vale a pena pensarmos em voltar à antiga. É o que está acontecendo e, quando isto acontece, as pessoas o fazem com mais prazer".

Não deixem de ler:
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/com-acucar-e-afeto-brasileiros
http://www.mardevinho.com.br/colunas/alfredo-saramago
http://www.revistaviverbrasil.com.br/157/materias/01/tradicao/doces-sabores-de-portugal/
 
Depois vou selecionar umas receitas para vocês!