domingo, 21 de junho de 2015

Filé Mignon de forno

Hoje eu resolvi simplificar a receita de filé mignon, aqui em casa costumamos fazer rosbife, mas eu estava com preguiça e peguei algumas receitas de forno e resolvi misturar tudo!!!

Ficou muito bom, tanto que quase não sobrou. Só tirei a foto depois que aprovei! Resolvi registrar aqui para sempre consultar.



Filé Mignon de forno

Ingredientes 
. 4 dentes de alho 
. 2 colher de sopa de manteiga em temperatura ambiente (200 g) 
. 1 peça limpa de filé mignon (1,2 kg) 
. 2 colheres de sopa de extrato de tomate
. 1 copo de vinho tinto 
. 4 batatas pequenas com casca cortadas em quatro
. Jerimum cortado no tamanho da batata e
. Cebolas cortadas em pedaços grandes.
Use azeite, sal, pimenta-do-reino, pimenta calebresa e alecrim a gosto.

Modo de preparo

Aqueça o forno em temperatura média. Amasse o alho e misture-o à manteiga. Coloque a carne em um refratário ou assadeira e esfregue o filé com a mistura. Coloque as batatas, os pedaços de jerimum e as cebolas ao lado. Espalhe o azeite, sal, pimenta-do-reino pimenta calebresa e alecrim por cima da carne e das verduras. Regue tudo com o vinho tinto. Leve ao forno por 35 minutos, regando a cada cinco minutos com o molho de manteiga e vinho derretido no refratário ou assadeira. Quando tiver quase assado, misture o extrato de tomate no molho e regue a carne e as verduras. Deixe terminar de assar.

O meu ficou com molho suficiente, mas se achar que ficou seco você pode transferir a carne para uma travessa e colocar meia xícara de água na assadeira, raspando o fundo com uma colher e levar ao fogo baixo por cinco minutos para reduzir um pouco. Servi com um arroz Ficou bem gostoso. 

sábado, 13 de junho de 2015

Cozinhando com palavras


"TV Cozinhando com Palavras" é um Canal do Youtube que mostra palestras que fizeram parte da Bienal do Livro São Paulo. 

Assisti palestras com Breno Lerner e achei superdivertida e crítica a forma de discutir a origem da comida brasileira e as contribuições dos negros, portugueses, índios, mouros, judeus, ...

 Posto aqui os links para quem quiser se deliciar com as conversas.










Descobri também que ele é o escritor do livro "O ganso marisco e outros papos de cozinha", que reúne crônicas publicadas em sua coluna em jornais e revistas (Editora Melhoramentos). Já incluído na minha lista de desejos!!!

Beijos

Descobertas no Youtube

Estou, por necessidades médicas, de molho em casa. Confesso que não cheguei a achar ruim! Tenho tanto que quero ler ou ver que ...  Pois é!

Uma das descobertas prazerosas que já fiz, foi o Canal "Comida de Cinema" no youtube. Os vídeos são elaborados com receitas de grandes filmes. A apresentadora adapta as receitas e a forma de fazer. São vídeos de 6 a 7 minutos "deliciosos" de assistir. As roupas da apresentadora e até a música transportam o expectador para filme.  Muito bom.

Vou postar um para vocês conhecerem: O filme é a Festa de Babbete, de 1989, A história se passa na Dinamarca, Século XIX, onde duas irmão ajudam uma parisiense refugiada e esta, após ganhar na loteria, resolve oferecer um jantar as irmãs e seus amigos em comemoração ao centenário do rigoroso pastor da comunidade, já morto e que era o pai das irmãs.

O cardápio do jantar tem sopa de tartaruga, caviar, codornas, bons vinhos e frutas frescas e todos terminam extasiados. A grande descoberta é que Babette trabalhava como Chef na França e gastou todo o dinheiro nesse prazeroso jantar.

Em "Comida de Cinema", ela ensina a fazer as codornas assadas em uma cama de massa folhada.




Fica a dica do canal do Youtube e, é claro, do maravilhoso filme!!!

Beijos

terça-feira, 21 de abril de 2015

O papel da mulher

Adorei este documentário. Inteligente e questionador mostra, para nós mulheres, os "porquês" de comportamentos que nem sabemos!!

"O programa instiga as posições de liderança ou submissão das mulheres nas manifestações religiosas, o cultivo das divindades femininas e a perspectiva das religiões matriarcais. Tudo isso, observando como os diferentes credos religiosos e suas instituições acompanham a necessidade de progressivo reconhecimento de igualdade entre homens e mulheres nos dias atuais."


http://tvbrasil.ebc.com.br/entreoceueaterra/episodio/o-papel-da-mulher

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Semana Santa: tradições culinárias


Segue uma das receitas tradicionais da culinária pernambucana para a Domingo de Páscoa:

BACALHAU DE COCO ACOMPANHADO DE FEIJÃO DE COCO, QUIBEBE E BREDO

Ingredientes:
2 kg de bacalhau
2 cocos ralados
azeite 
1 cebola 
1 pimentão vemelho
2 dentes de alho 
3 tomates
cheiro verde
pimenta do reino
sal
batatas cozidas

Preparo:
Na véspera, ponha o bacalhau de molho na geladeira. Troque a água várias vezes. Retire pele e espinhas. Corte em pedaços grandes, enxugue, passe no trigo, frite ligeiramente e reserve.
Prepare o molho de coco: na panela, azeite, cebola, alho, pimentão, tomate e cheiro verde. Refogue ligeiramente. Junte o leite de coco e deixe ferver, mexendo de vez em quando. Retire o cheiro verde, passe no liquidificador, coe e volte ao fogo.
Junte o bacalhau, deixe ferver novamente. Junte as batatas cozidas.
Tempere com pimenta e sal, se necessário.

Para o feijão de coco
Ingredientes: 
1 kg de feijão mulatinho
2 cocos
azeite
cebola
tomate
cheiro verde
sal e pimenta a gosto

Preparo:
Cozinhe o feijão em água e sal e reserve.
Raspe os cocos e passe no liquidificador com 2 xícaras do caldo onde foi cozido o feijão
Refogue todos os temperos no azeite. Passe o feijão no liquidificador e depois peneire.
Junte o refogado ao creme de feijão, o leite de coco, e leve ao fogo mexendo sempre até engrossar. Tempere com sal e pimenta.

Para o quibebe

Ingredientes:
1 kg de jerimum (abóbora)
1 cebola picadinha
2 dentes de alho amassados
azeite, sal e pimenta
250 ml de leite de coco

Preparo:
Refogue a cebola e o alho no azeite. Junte o jerimum e deixe cozinhar até ficar macio. Vá juntando água aos poucos, se necessário, para que não peque no fundo da panela. Amasse ou passe pelo espremedor ou processador. Volte ao fogo com o leite de coco e deixe ferver mexendo até engrossar. Sirva quente como acompanhamento de peixes e crustáceos.

Para o bredo

Ingredientes:
2 maços de bredo
250 ml de leite de coco
4 tomates
1 cebola média picada
2 dentes de alho amassados
coentro picado
2 colheres de sopa de azeite de oliva
sal e pimenta a gosto

Preparo:
Destaque as folhas do bredo, lave-as e leve para escaldar para tirar o visgo. Escorra e reserve. Faça um molho fritando a cebola e o alho no azeite. Junte os tomates e deixe cozinhar até encorpar. Junte o coentro e tempere com sal e pimenta. Acrescente o bredo e deixe cozinhar cerca de 10 minutos. Junte o leite de coco e assim que levantar fervura apague o fogo.

FONTES CONSULTADAS:

CAVALCANTI, Maria Lectícia Monteiro. A Páscoa do Cordeiro de Deus. Continente Multicultural, Recife, ano 1, n. 4, p. 52-53, abr. 2001.

LEÃO, Carolina. Culinária e tradição das refeições da Semana Santa no Nordeste.Suplemento Cultural [do] Diário Oficial do Estado de Pernambuco, Recife, ano 15, p. 10-11, abr. 2001.


http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=957%3Asemana-santa-tradicoes-culinarias&catid=53%3Aletra-s&Itemid=1

Miscigenação no Brasil - parte 1


Casa-Grande e Senzala - Imagem da Palavra - Parte 1






"Quanto à maior crueldade das senhoras que dos senhores, no tratamento dos escravos, é fato geralmente observado nas sociedades escravocratas. Confirmam-no os nossos cronistas. Os viajantes, o folclore, a tradição oral. Não são dois nem três, porém muitos os casos de crueldade de senhoras de engenho contra escravos inermes. Sinhá-moças que mandavam arrancar os olhos de mucamas bonitas e trazê-los à presença do marido, à hora da sobremesa, dentro da compoteira de doce e boiando em sangue ainda fresco. Baronesas já de idade que por ciúme ou despeito mandavam vender mulatinhas de quinze anos a velhos libertinos. Outras que espatifavam o salto de botina nas dentaduras de escravas; ou mandavam-lhes cortar os peitos, arrancar as unhas, queimar a cara ou as orelhas. (FREYRE, 1970: 362)."

Miscigenação do Brasil - parte 2





Casa-Grande e Senzala - Imagem da Palavra - Parte 2

“O ambiente em que começou a vida brasileira foi de quase intoxicação sexual. O europeu saltava em terra escorregando em índia nua; os próprios padres da Companhia precisavam descer com cuidado, senão atolavam o pé em carne. Muitos clérigos, dos outros, deixaram-se contaminar pela devassidão. As mulheres eram as primeiras a se entregarem aos brancos, as mais ardentes indo esfregar-se nas pernas desses que supunham deuses. Davam-se ao europeu por um pente ou um caco de espelho”.